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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O padre que movimentou o universo corrigindo Einstein



"Sem Deus, o universo não é explicável satisfatoriamente." (Albert Einsten)

Há muito o que aprender sobre o papel da Igreja Católica no mundo ocidental. Baseados em uma história superficial e muitas vezes tendenciosa, alguns não têm conhecimento da grande contribuição do Catolicismo para a ciência. Isso mesmo!
Ao longo dos anos, a Religião Católica tem colaborado fundamentalmente para a construção da civilização ocidental.
Neste artigo abordo a saga do Padre Georges Lemaitre tentando provar sua teoria. Ele foi o religioso que passou décadas debatendo uma das grandes questões da humanidade: afinal, como surgiu o universo?
Além deste sacerdote, aqui na introdução, não poderia deixar de comentar que até hoje a Igreja se preocupa com questões relacionadas ao campo científico. A Pontíficia Academia de Ciências do Vaticano completa 408 anos em 2011. Com mais de 60 acadêmicos, cerca de 30 são vencedores do Prêmio Nobel. É uma verdadeira relação de notáveis cientistas, premiados por suas pesquisas nos mais variados campos científicos. Entre eles figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma e o Cosmólogo padre Michael Heller, ganhador do maior prêmio acadêmico já entregue pela ciência moderna.
Achou muito? Então você já sabia que 35 crateras na lua possuem nomes de jesuítas. Pois é!
Para ajudar no meu argumento sobre o sacerdote que pôs fim ao universo estático de Albert Einstein e outros renomados homens da ciência, recorro ao texto "O padre que corrigiu Einstein", de Mário Eugênio Saturno, que é Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration) para o projeto AQUA, Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas, publicado em 2004 no site do Centro de Estudos em Psicologia (www.cemp.com.br).
De acordo com o especialista, durante milhares de anos, pergunta-se sobre a existência do universo. Ou melhor, como surgiu o universo.
"Em 1917, no monte Wilson, nos Estados Unidos, foi construído o maior telescópio. Esse telescópio deu-nos uma nova visão do cosmo. Na mesma época, Albert Einstein desenvolvia sua Teoria da Relatividade Geral. Nessa teoria, o universo de Einstein, necessariamente estaria se contraindo ou se expandindo, não poderia ser estático. Einstein acreditava, como todos, que o universo era estático, assim, ele introduziu um truque em suas equações: a constante cosmológica."
Como disse antes, e se os católicos permitirem, a Igreja, ou seja, um padre, tinha logo que se meter no assunto. Adivinha quem surgiu para contestar que o universo não era estático? Isso mesmo, um padre chamado Georges Lemaitre.
O padre católico, e também astrofísico, estudou na Universidade de Cambridge e no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT). Em 1927, ele tornou-se professor de astrofísica da Universidade de Louvain e propôs a Teoria do Átomo Primitivo (depois conhecida como Teoria do Big Bang).
Conforme o artigo de Saturno, Lemaitre acreditava que ciência e religião podem se complementar. E coube a Lemaitre corrigir o maior erro de Einstein.
"Lemaitre estudou teologia e matemática. Sabia mais sobre as fórmulas da Relatividade que o próprio autor. Formulou suas próprias idéias sobre a criação do universo, afirmando que houve um momento de início, a partir do que ele chamou de átomo primordial. Uma origem cataclísmica, hoje chamada de Big Bang (grande explosão). Enfrentou Einstein, mas não conseguiu convencê-lo, nem a comunidade científica."
O artigo explica que foi Edwin Hubble quem colocou fim à disputa. No início de 1920, Hubble foi ao observatório do monte Wilson para provar que os borrões de luz (as nebulosas espirais) no céu eram exteriores à Via Láctea, ou seja, eram outras galáxias. Com muito esforço, guiou o telescópio noites seguidas para produzir uma única fotografia (já que a luz é muito fraca) da galáxia Andrômeda.
"Em 1931, quando Einstein foi visitar Hubble, Lemaitre viajou para a Califórnia para confrontá-los. Usando a matemática de Einstein e as observações de Hubble, Lemaitre convenceu-os de que a expansão era real e no passado houve um início, uma grande explosão. Nascia a cosmologia moderna. Mas não foi ainda a vitória do Big Bang, houve oposição. Em 1948, Fred Hoyle propôs a Teoria do Estado Constante, afirmando que o universo não teve um começo como descrito por Lemaitre".
A grande questão levantada por Hoyle era: se houve uma explosão, cadê a radiação de fundo por todo o universo? Então, os cientistas partidários do Big Bang souberam o que procurar.
Somente em 1965, Bob Wilson, trabalhando para os Laboratórios Bell em uma antena em forma de corneta descobriu um ruído que aparecia por onde quer que apontasse. E, juntamente com seu colega Arno Penzel descobriram a ruído de fundo que comprovou o Big Bang. Lemaitre morreu alguns dias após a descoberta, em 1966.
Lemaitre, ainda em vida, testemunhou o acerto da Igreja ao confirmar o que as escrituras já sabiam, que o universo teve um início. Só que explicado na fórmula de Einstein e expressa na matemática de Deus.

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